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Brasil leva 40 empresas para atrair investimentos em Davos

O Brasil chega agressivo na 42ª edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que começou nesta quarta-feira e segue até o próximo domingo. Nesses quatro dias, a expectativa de empresários brasileiros é atrair o maior número de investimentos estrangeiros para o País – impulsionado pelos grandes eventos esportivos que vai sediar nos próximos anos.

O gerente geral de investimentos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Gutemberg Uchôa, estima que representantes de pelo menos 40 empresas brasileiras vão participar das reuniões em Davos nesta semana. O número é superior à comitiva levada pelo Brasil em encontros anteriores (em 2011 foram apenas 12 empresas).

“Davos é uma vitrine para essas empresas. Estamos projetando o País para um público extremamente qualificado. São empresas multinacionais com faturamento mínimo de US$ 5 bilhões por ano, representadas pelos seus presidentes e CEOs – ou seja, gente com poder de decisão”, disse Gutemberg.

Apesar do otimismo em relação ao potencial de atração de investimentos, o gerente da Apex-Brasil evita falar em números. Segundo ele, não é possível estimar uma meta para o valor que pode ser injetado no Brasil nos próximos anos. “Davos serve como plataforma de sensibilização de investidores. Lá é um contato inicial. O processo de decisão de investimentos é relativamente longo. Temos tido a sorte de esse processo em relação ao Brasil ter sido bem mais curto que historicamente já é”, afirmou.

Copa e Olimpíada

Os eventos esportivos que o Brasil vai sediar nos próximos anos atraem investimentos óbvios para o País, como a construção de estádios e infraestrutura para a realização dos jogos. Mas Gutemberg Uchôa destaca que o País também é atrativo em outros setores. A energia renovável merece destaque, na opinião do gerente da Apex. Segundo Uchôa, este será um tema em evidência da edição 2012 do fórum, já que neste ano o debate principal serão os desafios mundiais para criar uma economia sustentável.

“O mundo está se voltando para o grande potencial brasileiro na questão das fontes naturais de energia, sobretudo solar e eólica. Muitos investidores têm interesse em identificar, no Brasil, locais ou potenciais parceiros para investimentos. Na energia solar, muitas empresas já prospectam oportunidades, principalmente no Nordeste, onde há incidência muito grande de sol o ano todo”, destacou.

Segundo Gutemberg Uchôa, empresários brasileiros devem se reunir com investidores internacionais interessados em fabricar, no País, os elementos para a construção de plantas de energia solar – como placas coletoras dos raios de sol. O gerente da Apex afirma, ainda, que há empresários estrangeiros interessados em investir na construção de usinas eólicas no Brasil.

“Temos diversas áreas, tanto no litoral como no interior do Nordeste, sobretudo, com capacidade de vento superior à média internacional. Há um potencial gigantesco para essas duas formas de energia renovável (eólica e solar) e há empresas interessadas, que já montaram escritório no Brasil, querendo construir baterias gigantescas para armazenar a energia gerada nesses dois tipos de usinas”, disse.

Outros setores que devem atrair investidores internacionais, na opinião da Apex, são segurança, comunicação, tecnologia da informação, estradas, portos, aeroportos, construção civil (residencial e para turismo, como hotéis e resorts) e shoppings. O potencial de extração de petróleo da camada pré-sal também promete injetar bastante capital estrangeiro no Brasil.

Fonte : Terra

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