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Arquitecto português apresenta em Madrid projecto de casas que seguem o Sol

Uma casa com painéis solares que gira para acompanhar o Sol, imitando os girassóis, é um projecto de um investigador português que será apresentado em Setembro, em Madrid, na Solar Decathlon, a maior feira do mundo especializada em arquitectura sustentável.

O projecto é de Manuel Lopes, 40 anos, aluno de mestrado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP) que sonha com “o primeiro aldeamento vivo do mundo”, em que várias casas de um bairro girem em sincronia como num campo de girassóis, de modo a recolher mais energia do que consomem.

A maquete já está pronta e ilustra “o sistema mecânico que permite que a cobertura da casa, revestida a painéis fotovoltaicos, se comporte com um efeito de girassol”, o que pode permitir produzir “cerca de duas vezes e meia mais electricidade do que precisa”.

“Os movimentos da casa surgiram como solução para obter uma maior produção de energia”, explicou em entrevista à agência Lusa, “sempre na perspectiva de conseguir um ganho térmico de forma a conseguir mais sombra durante o Verão e permitindo que o Sol incida mais na fachada durante o Inverno”, dando assim azo a um ganho térmico na ordem dos 60 a 80%.

Além da plataforma giratória que movimenta toda a estrutura da casa, o projecto contempla uma pala, ou cobertura, revestida a painéis fotovoltaicos, que possui rotação própria e que “por si só já garante um ganho de 20% em produção de energia”.

Manuel Lopes revelou ainda que “estes complementos não têm que existir em simultâneo”, podendo ser adquiridos posteriormente e tirando partido da estrutura modular da casa, que pode até pagar a sua própria evolução com os ganhos energéticos que vai permitindo.

“Pode mesmo, ao longo do seu ciclo de vida, não efectuar qualquer movimento, porque a casa produz sempre muito mais energia do que utiliza, mesmo tendo em conta os consumos das movimentações mecânicas da cobertura ou de toda a estrutura”, garantiu.

Manuel Lopes lidera a única equipa nacional representada na Solar Decathlon e conta com o apoio do vencedor do prémio Pritzker de 2011, Eduardo Souto de Moura, que assegurou que tinha entre mãos um projecto “à Souto de Moura”.

Para o futuro, Manuel Lopes sonha em projectar um destes aldeamentos vivos nas encostas do Douro, até porque acredita que com a industrialização e comercialização esse valor possa descer até metade, para ser depois compensado pela produção energética.

Fonte: Público.pt – Portugal

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Revista Sol Brasil – Setembro/Outubro de 2014

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